8 tendências que devem revolucionar o mercado de trabalho

A
A

PageGroup lista as tendências que devem impactar as relações trabalhistas no futuro

Uma mesa de madeira e, sobre ela, objetos de trabalho: cinco notebooks, celulares, fones de ouvido, carregadores, copos, garrafas de café, cadernos, agendas. É possível visualizar as mãos de três pessoas, duas delas usando seus celulares e uma digitando no computador.

A dinâmica de trabalho que conhecemos hoje promete mudar drasticamente nos próximos anos. É o que mostra o PageGroup, empresa internacional de recrutamento especializado de executivos.

De acordo com a companhia, tendências como maior concorrência no mercado de trabalho, transformação constante de carreiras e empresas, aprendizado e modificação de rotina com mais frequência e horário de trabalho flexível são algumas das mudanças que devem movimentar o mercado e as relações trabalhistas nos próximos anos.

“É comum que o mercado de trabalho passe por transformações ao longo dos anos. Porém, notamos que essas transformações vêm acontecendo com mais velocidade graças ao rápido desenvolvimento da tecnologia e da ciência. O desafio para os executivos é se adaptar aos novos tempos e absorver de forma dinâmica novas demandas e foco no aprendizado contínuo”, explica o presidente do PageGroup no Brasil, Gil van Delft.

Confira as oito mudanças que devem impactar o mercado de trabalho:

1) Maior concorrência no mercado de trabalho

Esqueça classe social e econômica, orientação sexual e gênero ou distância do local de trabalho. As empresas irão selecionar o candidato que julguem mais atrativos para a vaga em aberto, sem se importar com essas questões. A seleção de perfil será mais criteriosa e estritamente baseada no conhecimento técnico.

“A concorrência cada vez mais é global. Vários empregos e atividades podem ser feitos no Brasil, Índia, México ou outra localidade. A pessoa não concorre apenas dentro do seu setor ou empresa, e sim com outros países e candidatos que podem executar a mesma atividade. Outro aspecto que deve ser considerado é a concorrência com robôs ou sistemas de automação, que farão boa parte das atividades operacionais hoje feitas por humanos”, destaca Gil.

2) Carreira numa mesma empresa?

A dinâmica de trabalho em sintonia com a evolução tecnológica e cientifica irá permitir aos profissionais buscarem projetos específicos que agradem seu perfil. Por isso, a troca de empregos será mais natural. As empresas terão de se adaptar a essa dinâmica e buscar novos caminhos para atrair e reter os melhores profissionais do mercado.

“As empresas terão de se adaptar também às dinâmicas que os profissionais buscam. Hoje buscam trabalhos de curta duração e projetos com início e fim. Aí surge um desafio para as empresas em atração e retenção e provocar maior produtividade desses profissionais”, conta o executivo.

3) Mais estudos

Para se manterem relevantes no mercado, os profissionais terão que aperfeiçoar seus conhecimentos com mais frequência. Esqueça a rotina e longa duração dos cursos de graduação. Atualizações pontuais e cursos de reciclagem com duração rápida e on-line ditarão o aprendizado do profissional do futuro.

“A tecnologia vai exigir atualização mais constante das pessoas não apenas sobre novas tecnologias, mas também como utilizá-las. A liderança terá um desafio de como construir uma empresa e mantê-la competitiva num mercado que está em constante movimentação”, analisa Gil.

4) O escritório do futuro será onde o profissional quiser

Tem uma viagem no meio da semana, mas não pode ir por conta do trabalho? Isso é passado. No futuro, trabalhar de qualquer lugar fora do escritório será comum. A prática permitirá à empresa poupar gastos e ao profissional tocar novos negócios e expandir sua dinâmica de trabalho. O modelo de escritório físico irá mudar drasticamente e em alguns casos poderá ser itinerante, com espaços esporádicos de coworking servindo para reuniões. 

“A tecnologia com vídeo conferência é um grande facilitador para que o profissional do futuro possa trabalhar de onde quiser. A troca de arquivos em nuvem, sem perder qualidade ou agilidade, também mudou o panorama nesse sentido,” explica Gil Van Delft.

5) As oito horas de trabalho diárias serão extintas

Flexibilidade para entrar e sair do trabalho, cargas menores no expediente e horas reduzidas serão fatores imprescindíveis para os profissionais do futuro escolherem uma empresa para trabalhar. O profissional do futuro irá considerar inadequada a prática de estar presencialmente nas companhias oito a nove horas por dia. 

“Uma das prerrogativas da diminuição da carga horária é o bem-estar familiar e pessoal. O profissional do futuro, além das atribuições técnicas, também terá foco em realizações pessoais, como trabalhos sociais e qualidade de vida”, diz.

6) A tecnologia será uma forte aliada

A automatização dos processos é uma realidade. Porém, a procura por profissionais que saibam manejar as novas tecnologias irá aumentar consideravelmente. As empresas do futuro irão promover sinergia entre fator humano e automação. Os colaboradores que souberem trabalhar em harmonia com as novas tecnologias, promovendo maior produtividade e mudanças positivas, estarão em evidência.

Em primeiro plano, um homem e uma mulher olham para uma tela de computador que mostra códigos de programação. Em segundo plano, sem foco, outras duas pessoas trabalhando na mesma mesa.

7) Globalização econômica

Por um tempo globalização foi a palavra que mais ouvimos falar. Hoje os limites geográficos, quando falamos de empregos e negócios, não são mais um entrave. É importante que o profissional fique atento aos novos mercados que irão surgir que, hoje em dia, não são tão falados. Pense em rotas comerciais, e-commerce e costumer experience de uma forma mais interativa e entrega de produtos consideravelmente mais prática e rápida. 

“Nesse sentido, como citei, o profissional que estiver alinhado a tecnologia de forma que otimize os negócios, terá destaque no mercado de trabalho. O ideal é que a tecnologia seja uma aliada e não concorrente”, discorre Gil.

8) Novas profissões

Algumas profissões que ainda não foram criadas já estão em constante mudança. O avanço científico e tecnológico começa a mudar o perfil das profissões que ainda estão sendo desenvolvidas. A evolução é tamanha que cerca de 70% das crianças de hoje em dia trabalharão em profissões que ainda não existem.

Este post é um reblogging da publicação original do jornal Destak, que você encontra aqui.