Você costuma estimar o esforço da sua equipe pelo tempo médio de cada tarefa? Talvez essa não seja a forma mais inteligente de apontar qual atividade tem um nível de dificuldade maior que as outras. Mas, felizmente, existe uma unidade de medida feita para isso: o story points.

Já ouviu esse termo alguma vez? Quem busca implementar métodos de agilidade em suas companhias, certamente, tem mais familiaridade com essas duas palavrinhas. Elas se referem a uma medida de grandeza e/ou complexidade utilizada para fazer projeções mais precisas do que o seu time conseguirá entregar em um dado período de tempo.

Dessa forma, é possível alcançar resultados melhores na organização e gerar entregas de valor para os seus clientes. Continue a leitura e entenda mais sobre esse método!

O que são story points?

Os story points são uma espécie de unidade de medida usada para medir a complexidade das tarefas de uma organização. Boa parte das empresas estima o esforço das atividades desempenhadas por seus colaboradores com base no tempo de execução (metade de um dia, uma semana, um mês…).

Ao contrário disso, os story points utilizam uma escala relativa de esforço, pois se entende que estabelecer uma quantidade de horas, minutos ou dias para indicar o nível de dificuldade de uma demanda ou projeto é um método falho.

Por exemplo, imagine que na sua equipe existem dois programadores, A e B, com velocidades e habilidades diferentes. Para uma determinada tarefa, o A pode achar suficiente 20 minutos, enquanto o B precisará de 50 minutos. Já em outra atividade o segundo programador pode ser mais rápido do que o primeiro.

Atribuir uma quantidade de pontos para determinar a complexidade de uma ação pode ser muito mais coerente e seguro, certo? Essa é a lógica de usar o esforço relativo.

Quais as vantagens de utilizar story points na organização?

Como vimos, é possível ser mais preciso ao focar no esforço de uma tarefa, ao invés de determinar um tempo de execução para ela.

Em uma companhia sempre há clientes mais desafiadores que outros e impor um tempo médio de execução aos seus colaboradores para prestar atendimentos, entre outras demandas, como uma meta de projeto, pode colocar em risco a qualidade das entregas.

Além disso, voltar os olhos para o nível de complexidade das atividades é mais justo com a equipe, já que leva em consideração as diferentes habilidades de cada pessoa.

Ganho de produtividade

Já ouviu falar na lei de Parkson? Escrita em 1957 por C. N. Parkinson, ela se refere a um problema clássico no gerenciamento de pessoas, sentenciando que: “o trabalho se expande para preencher o tempo disponível para sua realização”.

Isso quer dizer que se você estabelece, por exemplo, um mês para execução de uma demanda, mesmo que ela possa ser concluída em poucos dias, os seus colaboradores vão utilizar todo o tempo estipulado.

O executor pode esticar a entrega da demanda para caprichar nos detalhes ou até para cumprir com tarefas paralelas. Isso pode dar uma falsa sensação de produtividade, o que não acontece com pontos estimados.

Viu só como o uso de story points pode ser vantajoso para a sua organização? Integrar métodos e técnicas ágeis pode ser o que falta para o seu negócio deslanchar. Aproveite e veja também porque é importante ter agilidade organizacional.